O Outro Lado da Literatura
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    "No bairro de Ricardo, o nosso protagonista, na cidade de Lima, Peru, aparece uma menina por quem ele se apaixona. Paixoneta de criança, parece ser, até que a menina eventualmente se vai embora e Ricardo também segue com a vida dele. Porém vai reencontrá-la. Vai reencontrá-la a vida toda. E é destes reencontros que o livro se faz, cada um mais irreal e incrível que o anterior." Por #RosaMachado   #vargasllosa #literestura #livros #reportersombra

    "No bairro de Ricardo, o nosso protagonista, na cidade de Lima, Peru, aparece uma menina por quem ele se apaixona. Paixoneta de criança, parece ser, até que a menina eventualmente se vai embora e Ricardo também segue com a vida dele. Porém vai reencontrá-la. Vai reencontrá-la a vida toda. E é destes reencontros que o livro se faz, cada um mais irreal e incrível que o anterior." Por #RosaMachado #vargasllosa #literestura #livros #reportersombra

    "Virginia lutou toda a vida contra o abismo. Ao perceber que não conseguia lutar mais, incorporou a densidade das suas obras quando a vinte e oito de Março de 1941, com cinquenta e sete anos, se afogou no rio Ouse. Nos bolsos do casaco cheios de pedras, a certeza de não querer falhar, na carta que deixa a Leonard, o marido e melhor amigo, a lealdade e a clara percepção de que o sofrimento é o maior inimigo, principalmente quando não se quer que os outros se arrastem também com ele."…

    "Virginia lutou toda a vida contra o abismo. Ao perceber que não conseguia lutar mais, incorporou a densidade das suas obras quando a vinte e oito de Março de 1941, com cinquenta e sete anos, se afogou no rio Ouse. Nos bolsos do casaco cheios de pedras, a certeza de não querer falhar, na carta que deixa a Leonard, o marido e melhor amigo, a lealdade e a clara percepção de que o sofrimento é o maior inimigo, principalmente quando não se quer que os outros se arrastem também com ele."…

    "Virginia lutou toda a vida contra o abismo. Ao perceber que não conseguia lutar mais, incorporou a densidade das suas obras quando a vinte e oito de Março de 1941, com cinquenta e sete anos, se afogou no rio Ouse. Nos bolsos do casaco cheios de pedras, a certeza de não querer falhar, na carta que deixa a Leonard, o marido e melhor amigo, a lealdade e a clara percepção de que o sofrimento é o maior inimigo, principalmente quando não se quer que os outros se arrastem também com ele."…

    "Virginia lutou toda a vida contra o abismo. Ao perceber que não conseguia lutar mais, incorporou a densidade das suas obras quando a vinte e oito de Março de 1941, com cinquenta e sete anos, se afogou no rio Ouse. Nos bolsos do casaco cheios de pedras, a certeza de não querer falhar, na carta que deixa a Leonard, o marido e melhor amigo, a lealdade e a clara percepção de que o sofrimento é o maior inimigo, principalmente quando não se quer que os outros se arrastem também com ele."…

    "Porque foi o lado de ensaísta do italiano que nos levou a reconhecer o papel do leitor na recriação de um texto. Porque foi esse mesmo lado a dividir-nos, pelo menos num plano teórico, em apocalípticos, defensores de uma alta-cultura, e integrados, que acolhem a massificação cultural sem questões. Porque, afinal de contas, Umberto Eco nos fez voltar os olhos para nós mesmos. Mas com uma visão renovada."

    "Porque foi o lado de ensaísta do italiano que nos levou a reconhecer o papel do leitor na recriação de um texto. Porque foi esse mesmo lado a dividir-nos, pelo menos num plano teórico, em apocalípticos, defensores de uma alta-cultura, e integrados, que acolhem a massificação cultural sem questões. Porque, afinal de contas, Umberto Eco nos fez voltar os olhos para nós mesmos. Mas com uma visão renovada."

    "Serve esta analogia para mostrar que é perfeitamente normal que nos causem estranheza os ideais que abalam as nossas crenças. Ou que, no limite, tentemos silenciar as palavras que revelam a realidade que teimamos em velar. Porque primeiro mudam-se as ideias e depois transforma-se o mundo. E sabemos bem que as palavras são um meio poderosíssimo de manifestação de ideias. Ideias que podem desencadear a mudança."…

    Palavras apunhalam, palavras incendeiam

    "Serve esta analogia para mostrar que é perfeitamente normal que nos causem estranheza os ideais que abalam as nossas crenças. Ou que, no limite, tentemos silenciar as palavras que revelam a realidade que teimamos em velar. Porque primeiro mudam-se as ideias e depois transforma-se o mundo. E sabemos bem que as palavras são um meio poderosíssimo de manifestação de ideias. Ideias que podem desencadear a mudança."…

    "O orgulho, a revolta, a perda e a tragédia entram em conflito, nesta história, que não tem heróis, nem vilões absolutos. De facto, as personagens constituem uma representação do ser humano, sendo que cada uma delas possui um sentimento dominante que acaba por, de alguma forma, controlar as suas acções."

    “O Monte dos Vendavais”: a eternidade (de um amor) cruel

    "O orgulho, a revolta, a perda e a tragédia entram em conflito, nesta história, que não tem heróis, nem vilões absolutos. De facto, as personagens constituem uma representação do ser humano, sendo que cada uma delas possui um sentimento dominante que acaba por, de alguma forma, controlar as suas acções."

    "Com apenas dois anos de educação escolar, nos quais aprendeu piano e canto, Agatha Christie tornou-se uma das maiores escritoras de mistério. Viria a morrer aos 86 anos, em 1976, com um reinado bem consolidado. E, tal como disse um dia a revista 'Times', ainda bem que a escritora usou a genialidade para a arte. É que a sua capacidade de inventar crimes é assustadora, de tão humana que é!"

    “Celulazinhas cinzentas” geniais: cinco razões para ler Agatha Christie

    "Com apenas dois anos de educação escolar, nos quais aprendeu piano e canto, Agatha Christie tornou-se uma das maiores escritoras de mistério. Viria a morrer aos 86 anos, em 1976, com um reinado bem consolidado. E, tal como disse um dia a revista 'Times', ainda bem que a escritora usou a genialidade para a arte. É que a sua capacidade de inventar crimes é assustadora, de tão humana que é!"

    "Admito que gostei mais de uns capítulos do que de outros, e que gostaria de ter gostado mais do livro do que gostei, mas não há dúvida nenhuma de que Djaimilia escreve muito, muito bem. Não só porque tem muita cultura na sua bagagem (foram várias as vezes que voltei atrás para tentar perceber melhor as imagens, metáforas, explicações), mas também a forma como sabe mexer connosco, tocar no que é importante, pensar além do óbvio."

    Esse cabelo, de Djaimilia Pereira de Almeida

    "Admito que gostei mais de uns capítulos do que de outros, e que gostaria de ter gostado mais do livro do que gostei, mas não há dúvida nenhuma de que Djaimilia escreve muito, muito bem. Não só porque tem muita cultura na sua bagagem (foram várias as vezes que voltei atrás para tentar perceber melhor as imagens, metáforas, explicações), mas também a forma como sabe mexer connosco, tocar no que é importante, pensar além do óbvio."

    "Não era (apenas) um mistério, um desaparecimento. Eram segredos, arrependimentos, histórias que incomodavam, camadas difíceis, e psicologia. Acabou por ser muito diferente do que esperava – acabou por ser muito mais do que esperava. Por vezes, tive receio de não estar a compreender bem, com medo de me ter falhado alguma coisa, volta atrás e relia, e depois no fim... mindblow!"

    A gramática do medo, de Maria Manuel Viana e Patrícia Reis

    "Não era (apenas) um mistério, um desaparecimento. Eram segredos, arrependimentos, histórias que incomodavam, camadas difíceis, e psicologia. Acabou por ser muito diferente do que esperava – acabou por ser muito mais do que esperava. Por vezes, tive receio de não estar a compreender bem, com medo de me ter falhado alguma coisa, volta atrás e relia, e depois no fim... mindblow!"

    "É uma reflexão sobre a morte, a vida, o fim, o início, o amor. É uma ode à perda e à solidão. Filipa Melo pegou numa história, que é banal e que pode acontecer todos os dias no nosso país, e tornou-a extraordinária de outra forma que não exagerando ou magicando; através de pensamentos e reflexões sobre a vida, tão diferentes segundo cada personagem, segundo cada condição. Senti que foi um livro bem pensado e está muito bem escrito."

    Este é o meu corpo, de Filipa Melo

    "É uma reflexão sobre a morte, a vida, o fim, o início, o amor. É uma ode à perda e à solidão. Filipa Melo pegou numa história, que é banal e que pode acontecer todos os dias no nosso país, e tornou-a extraordinária de outra forma que não exagerando ou magicando; através de pensamentos e reflexões sobre a vida, tão diferentes segundo cada personagem, segundo cada condição. Senti que foi um livro bem pensado e está muito bem escrito."

    "Um amante que perde a amada, um filho que parece perder os pais, pessoas que vêem o que outras não conseguem, dois agentes com um plano, uma prostituta que lê mãos, um livreiro fiel, um escritor misterioso, vizinhos bons, crimes, música, dor. Fogo, é que há tanta beleza neste livro! Frases lindas, teorias e pessoas encantadoras, diálogos e pensamentos subtis e surpreendentes, há o cruel e o triste e o mágico, há várias histórias dentro, e a fusão de tudo não é nada forçada, consegue ter uma…

    Nem todas as baleias voam, de Afonso Cruz

    "Um amante que perde a amada, um filho que parece perder os pais, pessoas que vêem o que outras não conseguem, dois agentes com um plano, uma prostituta que lê mãos, um livreiro fiel, um escritor misterioso, vizinhos bons, crimes, música, dor. Fogo, é que há tanta beleza neste livro! Frases lindas, teorias e pessoas encantadoras, diálogos e pensamentos subtis e surpreendentes, há o cruel e o triste e o mágico, há várias histórias dentro, e a fusão de tudo não é nada forçada, consegue ter uma…

    “Uma das coisas que fui percebendo ao longo dos anos é que nós encaramos a vida como uma história. A diferença é que nesta nós somos os protagonistas. E, aqui, não conseguimos prever o final. Não será por isso que admiramos tanto tudo o que envolve os heróis? Porque é o único final em que sabemos o que vai acontecer realmente?”

    Os filmes desenham os heróis que faltam na realidade

    “Uma das coisas que fui percebendo ao longo dos anos é que nós encaramos a vida como uma história. A diferença é que nesta nós somos os protagonistas. E, aqui, não conseguimos prever o final. Não será por isso que admiramos tanto tudo o que envolve os heróis? Porque é o único final em que sabemos o que vai acontecer realmente?”

    “Não esperava o desfecho do livro nem o assassino e depois encaixou tudo muito bem. Houve outras partes que acabaram por fazer sentido, pequenas observações que a polícia tinha feito, e como somos guiados por várias outras possibilidades, que se mantêm em aberto até ao fim. Bem, não quero desvendar demais! Leiam!”

    A rapariga no gelo, de Robert Bryndza

    “Não esperava o desfecho do livro nem o assassino e depois encaixou tudo muito bem. Houve outras partes que acabaram por fazer sentido, pequenas observações que a polícia tinha feito, e como somos guiados por várias outras possibilidades, que se mantêm em aberto até ao fim. Bem, não quero desvendar demais! Leiam!”

    "Carlos Ruiz Zafón é incrível no que faz. Explica que começou a escrever por que queria ler coisas diferentes e que procurou sempre histórias que ele, como leitor, gostasse. E sem dúvida que tem sido um êxito, por Espanha e não só. Digo já que, para mim, ele conseguiu escolher a dedo elementos que me apaixonam – Barcelona, livrarias, lugares mágicos cheios de livros esquecidos, escuridão, nevoeiro, escritores malditos, segredos, mistérios e mais mistérios que se acumulam e se interligam…

    El laberinto de los espíritus, de Carlos Ruiz Zafón

    "Carlos Ruiz Zafón é incrível no que faz. Explica que começou a escrever por que queria ler coisas diferentes e que procurou sempre histórias que ele, como leitor, gostasse. E sem dúvida que tem sido um êxito, por Espanha e não só. Digo já que, para mim, ele conseguiu escolher a dedo elementos que me apaixonam – Barcelona, livrarias, lugares mágicos cheios de livros esquecidos, escuridão, nevoeiro, escritores malditos, segredos, mistérios e mais mistérios que se acumulam e se interligam…

    "Nunca tinha lido nada de Saramago (eu sei, shame on me!) e já tinha ouvido falar bem e mal da sua escrita. Sim, tive de ler com mais atenção, ver se seguia bem todas as vírgulas, todos os diálogos, todas as trocas, não é uma leitura tão fácil e intuitiva. Contudo, deparei-me com um Saramago cheio de humor, que conseguiu um livro espectacular, e que não me defraudou em nada ao escrever sobre este tema – que poderia ter corrido muito mal, ser muito falso, altivo."

    O ano da morte de Ricardo Reis, de José Saramago

    "Nunca tinha lido nada de Saramago (eu sei, shame on me!) e já tinha ouvido falar bem e mal da sua escrita. Sim, tive de ler com mais atenção, ver se seguia bem todas as vírgulas, todos os diálogos, todas as trocas, não é uma leitura tão fácil e intuitiva. Contudo, deparei-me com um Saramago cheio de humor, que conseguiu um livro espectacular, e que não me defraudou em nada ao escrever sobre este tema – que poderia ter corrido muito mal, ser muito falso, altivo."

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