poesia

Collection by Cecilia Diniz • Last updated 8 days ago

14 
Pins
 • 
15 
Followers
Cecilia Diniz
  Author Quotes, Literary Quotes, Carpe Diem, Sad, Love You, Thankful, Moral, Humor, Books

Cesário Verde – Poemas

Cesário Verde Vaidosa Dizem que tu és pura como um lírio E mais fria e insensível que o granito, E que eu que passo aí por favorito Vivo louco de dor e de martírio. Contam que tens um modo altivo e sério, "Contemplation". Pino Daeni. Que és muito desdenhosa e presumida, E que o maior prazer da tua vida, Seria acompanhar-me ao cemitério. Chamam-te a bela imperatriz das fátuas, A déspota, a fatal, o figurino, E afirmam que és um molde alabastrino, E não tens coração, como as estátuas. E narram…

  Azores, Cristiano Ronaldo, Che Guevara, Portugal, Film Poster, Weather, Loom Animals, People, Poems

Poesia Portuguesa - 005

ODE À PAZ Natália Correia (1923-1993) Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza, Pelas aves que voam no olhar de uma criança, Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza, Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança, Pela branda melodia do rumor dos regatos, Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia, Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos, Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria, Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes, Pelos prodígios que são…

Arte Poesia - A Poesia Popular do Poeta antónio Aleixo, dedicada aos nossos (des)governantes! Suit Jacket, Blazer, Popular, Lira, Jackets, Men, Academia, Html, Poet

Arte Poesia - A Poesia Popular do Poeta antónio Aleixo, dedicada aos nossos (des)governantes!

Poesia Popular View more presentations from hbarros. (tags: poesia) Com muita simplicidade e pertinácia, o Poeta Popular António Aleixo, releva muitas verdades, às vezes tomadas por mentiras... "QUADRAS A vida é uma ribeira; Caí nela, infelizmente… Hoje vou, queira ou não queira, Aos trambolhões na corrente. Crês que ser pobre é não ter Pão alvo ou carne na mesa? Mas é pior não saber Suportar essa pobreza! O luxo valor não tem Nos que nascem p’ra pequenos: Os pobres sentem-se bem Com mais…

  Portugal, Culture, Information Technology, Weather, People, Literatura, Writers, Authors

Poesia Portuguesa - 054

Lamento para a língua portuguesa Vasco Graça Moura (1942-2014) não és mais do que as outras, mas és nossa, e crescemos em ti. nem se imagina que alguma vez uma outra língua possa pôr-te incolor, ou inodora, insossa, ser remédio brutal, mera aspirina, ou tirar-nos de vez de alguma fossa, ou dar-nos vida nova e repentina. mas é o teu país que te destroça, o teu próprio país quer-te esquecer e a sua condição te contamina e no seu dia a dia te assassina. mostras por ti o que lhe vais fazer…

  Portugal, Inspiring People, Running Horses, Creative Writing, Loom Animals, Weather, Books, Writers, Literatura

Poesia Portuguesa - 091

GARRAS DOS SENTIDOS AGUSTINA BESSA LUÍS (1922-2019) Não quero cantar amores, Amores são passos perdidos, São frios raios solares, Verdes garras dos sentidos. São cavalos corredores Com asas de ferro e chumbo, Caídos nas águas fundas, não quero cantar amores. Paraísos proibidos, Contentamentos injustos, Feliz adversidade, Amores são passos perdidos. São demências dos olhares, Alegre festa de pranto, São furor obediente, São frios raios solares. Dá má sorte defendidos Os homens de bom juízo…

Sophia de Mello Breyner Andresen, was an award-winning Portuguese poet and writer. Essayist, Playwright, Portuguese Culture, Book Writer, Her Smile, Literature, Nostalgia, Scott Fitzgerald, Singer

Sophia de Mello Breyner Andresen - Poemas escolhidos

Sophia de Mello Breyner Andresen - Poemas escolhidos. Morreu em 02 Julho 2004 (Lisboa)

  Portugal, Weather, Tattoo, Writers, Authors, Men

Poesia Portuguesa - 007

Tu e Eu Meu Amor Manuel da Fonseca (1911-1993) Tu e eu meu amor meu amor eu e tu que o amor meu amor é o nu contra o nu. Nua a mão que segura outra mão que lhe é dada nua a suave ternura na face apaixonada nua a estrela mais pura nos olhos da amada nua a ânsia insegura de uma boca beijada. Tu e eu meu amor meu amor eu e tu que o amor meu amor é o nu contra o nu. Nu o riso e o prazer como é nua a sentida lágrima de não ver na face dolorida nu o corpo do ser na hora prometida meu amor que ao…

  Nina Simone, Rene Magritte, Edward Hopper, Auguste Rodin, Anais Nin, Lewis Carroll, Gustav Klimt, Graffiti Art, Antonio Cicero

Alexandre O'Neill - Poemas escolhidos

Alexandre O'Neill - Poemas escolhidos. Morreu em 21 Agosto 1986 (Lisboa)

  Abraham Lincoln, Portugal, Weather

Poesia Portuguesa - 015

Balada da Neve Augusto Gil (1873-1929) Batem leve, levemente, como quem chama por mim. Será chuva? Será gente? Gente não é, certamente e a chuva não bate assim. É talvez a ventania: mas há pouco, há poucochinho, nem uma agulha bulia na quieta melancolia dos pinheiros do caminho... Quem bate, assim, levemente, com tão estranha leveza, que mal se ouve, mal se sente? Não é chuva, nem é gente, nem é vento com certeza. Fui ver. A neve caía do azul cinzento do céu, branca e leve, branca e fria…

  Mau Humor, Portugal, Weather, Writers

Poesia Portuguesa - 048

Contrariedades Cesário Verde (1855-1886) Eu hoje estou cruel, frenético, exigente; Nem posso tolerar os livros mais bizarros. Incrível! Já fumei três maços de cigarros Consecutivamente. Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos: Tanta depravação nos usos, nos costumes! Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes E os ângulos agudos. Sentei-me à secretária. Ali defronte mora Uma infeliz, sem peito, os dois pulmões doentes; Sofre de faltas de ar, morreram-lhe os parentes E engoma para fora…

  Portugal, Lord, Weather, Literatura

Poesia Portuguesa - 081

Abril de Abril Manuel Alegre (1936- ) Era um Abril de amigo Abril de trigo Abril de trevo e trégua e vinho e húmus Abril de novos ritmos novos rumos. Era um Abril comigo Abril contigo ainda só ardor e sem ardil Abril sem adjectivo Abril de Abril. Era um Abril na praça Abril de massas era um Abril na rua Abril a rodos Abril de sol que nasce para todos. Abril de vinho e sonho em nossas taças era um Abril de clava Abril em acto em mil novecentos e setenta e quatro. Era um Abril viril Abril tão…

Fernando Pessoa Portuguese poet, writer, translator, publisher and philosopher. Rupert Brooke, English Speech, Pose, Writers And Poets, Book Writer, Portraits, Real People, Photo And Video, Literary Heroes

Fernando Pessoa - Poemas escolhidos

Fernando Pessoa - Poemas escolhidos. Morreu em 30 Novembro 1935 (Lisboa)

João amava Teresa que amava Raimundo / que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili / que não amava ninguém. / João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, / Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia, / Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes / que não tinha entrado na história. World Days, Famous People, State, Storyboard, Writers, Finance, Vanilla, Facebook, Twitter

Quadrilha - Poema de Carlos Drummond de Andrade

João amava Teresa que amava Raimundo / que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili / que não amava ninguém. / João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, / Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia, / Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes / que não tinha entrado na história.

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia / ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. / Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. / Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando / com a mão umas got Female Poets, Horror Photography, Portuguese Language, Kids Library, Writers And Poets, Extraordinary People, Book Writer, Important People, Girl Inspiration

A arte de ser feliz - Poema de Cecília Meireles

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia / ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. / Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. / Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando / com a mão umas got